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Jovem morto em Brasília; família acusa piloto Pedro Turra de algo ainda mais grave

Por MRNews

Jovem morto em Brasília; família acusa piloto Pedro Turra de algo ainda mais grave

A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, aos 16 anos, segue gerando repercussão e levantando questionamentos sobre as circunstâncias que levaram ao caso. A família do jovem acusa o piloto Pedro Turra de ter planejado uma emboscada que terminou de forma trágica. A versão apresentada pelos familiares contraria o depoimento dado por Turra à Polícia Civil, que afirmou que tudo começou após uma discussão banal envolvendo um chiclete.

Rodrigo teve a morte cerebral confirmada no último sábado (8), após permanecer internado desde o dia 23 de janeiro, quando sofreu um grave traumatismo craniano durante uma briga em Brasília.

Acusação de ataque premeditado

Segundo o advogado da família, Albert Halex, a agressão não foi fruto de um desentendimento isolado, mas sim de uma ação planejada. Para ele, Rodrigo foi vítima de um ataque premeditado e covarde, envolvendo Pedro Turra e outras pessoas.

De acordo com a defesa da família, o conflito teve início após desavenças entre adolescentes, quando um deles teria chamado Turra para intervir, por não ter coragem de agir sozinho. A acusação sustenta que a situação escalou de forma intencional, culminando na agressão que levou o jovem à morte.

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Versão apresentada por Pedro Turra

Em depoimento à Polícia Civil, Pedro Turra afirmou que ele e seus amigos tinham o hábito de fazer brincadeiras jogando chicletes em pessoas conhecidas. Segundo o piloto, após lançar um chiclete em um amigo de Rodrigo, houve uma discussão que rapidamente virou briga.

Turra declarou que tentou separar o confronto, mas que Rodrigo continuou tentando agredi-lo. Nesse momento, ele teria empurrado o adolescente, que caiu, bateu a cabeça no chão e sofreu um traumatismo craniano grave.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Pedro Turra pediu desculpas à família de Rodrigo e disse estar profundamente arrependido. Ele afirmou que jamais imaginou que a situação teria um desfecho tão grave e lamentou ter deixado o local acreditando que ambos estavam bem.

Prisão e investigação

Pedro Turra, que compete na Fórmula Delta, categoria de base do automobilismo, está preso preventivamente desde o dia 30 de janeiro. Ele havia sido detido em flagrante no dia da briga, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 24 mil. Posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva.

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O advogado de defesa de Turra, Éder Fior, preferiu não se manifestar publicamente, alegando respeito ao momento de dor e luto vivido pelas famílias envolvidas.

Hospital confirma morte cerebral

O Hospital Brasília Águas Claras informou oficialmente que, apesar de todos os esforços médicos, Rodrigo sofreu perda completa e irreversível das funções cerebrais, confirmando o óbito no sábado.

Medidas adotadas pela Fórmula Delta

A organização da Fórmula Delta divulgou nota informando que Pedro Turra foi afastado da equipe de pilotos. Segundo o comunicado, a decisão já estava em andamento antes mesmo do ocorrido. A entidade ressaltou que não compactua com qualquer tipo de violência.

Ações da polícia seguem em andamento

A Polícia Civil informou que cumpriu mandados de busca e apreensão em residências localizadas nas regiões do Park Way e Águas Claras, bairros de classe média alta do Distrito Federal. Os procedimentos ocorreram sem intercorrências.

Objetos recolhidos durante as buscas serão analisados e podem contribuir para o esclarecimento do caso. As investigações continuam em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço do inquérito, respeitando o sigilo legal.


Editorias: Centro-Oeste, Brasil
Tags: Rodrigo Castanheira, Pedro Turra, morte de adolescente, Brasília, Fórmula Delta, investigação policial, homicídio, Justiça

Por EBC,

O adolescente, de 16 anos, agredido pelo piloto de automobilismo, Pedro Turra, de 19 anos, morreu neste sábado (7) após 16 dias internado em um hospital do Distrito Federal (DF). O agressor está preso na Papuda.

O caso ganhou repercussão nacional. Inicialmente, acreditava-se que a briga teria sido motivada pelo lançamento de um chiclete contra a vítima, mas o advogado do adolescente, Albert Halex, tem defendido em entrevistas à imprensa que a briga foi motivada por ciúmes envolvendo uma ex-namorada do amigo do agressor.

O Colégio Vitória Régia, no qual ele estudava, informou nas redes sociais que foi confirmada a morte cerebral do adolescente, que “deixa uma história, marcas de afeto e memórias que permanecerão vivas entre nós”.

O Grupo de Escoteiro Águas Claras, do Distrito Federal, lamentou a partida do jovem.

“É com muita tristeza em nossos corações que comunicamos o falecimento do jovem Rodrigo, antigo membro do Grupo Escoteiro Águas Claras”, disse o grupo de escoteiros.

O agressor Pedro Turra chegou a ser preso em flagrante após a briga, mas foi liberado por pagar fiança de R$ 24 mil e passou a ser responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. Porém, voltou a ser preso no último dia 30 de janeiro.

A nova prisão foi autorizada após a polícia apresenta provas de que Turra está envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.

Nessa quinta-feira (5), O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou habeas corpus protocolado pela defesa de Pedro Turra. Com isso, ele deve continuar preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília.

A morte do adolescente foi confirmada pela vice-governador do DF, Celina Leão, que lamentou a partida precoce do jovem.

“A partida precoce de um jovem fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade”, comentou em uma rede social.

No pedido de habeas corpus, a defesa de Turra contestou a decretação da prisão pela primeira instância e afirmou que o piloto tem residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações.

Segundo os advogados, Turra foi preso a partir de vídeos publicados na internet, sem contraditório e validação judicial. Além disso, a defesa disse que o acusado teme por sua segurança diante da exposição midiática do caso.

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