Hospital Materno Infantil oferta cuidado humanizado e apoio emocional para mães e famílias em momentos delicados
Além de receber novas vidas, o Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth também transforma vidas diariamente através do acolhimento humanizado, do cuidado atento e do suporte oferecido às mães e famílias em momentos que exigem sensibilidade, empatia e esperança.
Por meio da Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, mulheres vindas de diferentes regiões do Estado encontram apoio, conforto e assistência durante um período delicado. O trabalho desenvolvido busca fortalecer vínculos, oferecer conforto emocional e garantir que cada mãe se sinta acolhida enquanto acompanha a recuperação dos filhos internados.
Sobre a Casa da Gestante
A Casa da Gestante é um espaço anexo ao HMI criado para garantir acolhimento e acompanhamento às mães durante a permanência dos filhos na maternidade. Além da hospedagem e alimentação, o local oferece assistência de enfermagem, apoio psicológico e acompanhamento social, permitindo que essas mulheres permaneçam próximas dos bebês com mais conforto e segurança.
A coordenadora da unidade, a enfermeira Joyce Barros Ferreira, explica que o trabalho desenvolvido no espaço busca fortalecer o cuidado humanizado e o vínculo entre mãe e filho durante todo o período de internação.
“O nosso olhar é voltado na prevenção de riscos puerperais, seja de depressão ou de alguma possível infecção pós-parto. Também promovemos ações de ornamentar toucas temáticas, dependendo da época do ano, ou a capa da caderneta de vacinação do bebê. E esses momentos vão ajudar a trazer leveza diante de uma fase tão delicada que essas mulheres estão passando”, afirmou.
A Casa da Gestante integra a Rede Cegonha, política do Ministério da Saúde voltada ao cuidado materno-infantil, e conta atualmente com capacidade para atender aproximadamente 20 pacientes.
Uma dessas mães é a venezuelana Orianny Andreina Pérez, de 29 anos. O filho dela nasceu no dia 18 de fevereiro e precisou ser encaminhado para a Utin (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal) após apresentar complicações cardíacas e respiratórias. Desde então, ela permanece na unidade acompanhando a recuperação do bebê.
“Quando eu cheguei aqui, meu bebê nasceu e foi transferido à Unidade de Cuidados Intermediários, e me trouxeram aqui para a Casa da Gestante. Me sinto muito agradecida porque me ajudaram muito. Foi excelente, muito bom e um grande apoio para mim”, relatou.
Natural de Rorainópolis, a estudante Kassiani Barroso Cavalcante, de 20 anos, também vivenciou essa experiência após o nascimento do filho, no dia 28 de abril. O bebê precisou ser transferido para Boa Vista e, sem familiares próximos na capital, ela encontrou acolhimento na Casa da Gestante.
“Eu não sabia que tinha a Casa da Gestante aqui, pensei que ia ficar indo e vindo da casa do meu primo, que mora em um bairro bem distante. Eu me senti bem acolhida e estou aqui mais perto do meu filho, posso ver ele a qualquer hora, tenho acesso 24 horas na UTI e tem a questão do apoio com a alimentação, de ter onde dormir, foi ótimo.”, comentou a mãe de primeira viagem.
Cuidado Materno-Infantil
O cuidado humanizado no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth começa desde o trabalho de parto. Um dos exemplos é o CPNI (Centro de Parto Normal Intra-hospitalar), espaço voltado ao parto humanizado, onde as gestantes recebem acompanhamento especializado em um ambiente acolhedor e preparado para proporcionar segurança e autonomia durante o nascimento dos bebês.
No setor, as pacientes têm acesso a métodos não farmacológicos para alívio da dor, como bola terapêutica, banho morno, cavalinho e técnicas de relaxamento, além do acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional.
A mãe Juliana Lira Braga destacou o acolhimento recebido durante o nascimento do filho.
“Eu achei bom porque cheguei aqui e foi um ótimo atendimento. A equipe super me apoiou, teve uns que até fazia massagem em mim para ver se eu melhorava mais, porque eu estava com muita dor forte, eu cheguei aqui com cinco centímetros de dilatação”, relatou.
A unidade organiza os atendimentos em blocos separados conforme o perfil assistencial das pacientes, garantindo mais conforto, segurança e acolhimento durante a internação.
No Bloco Margaridas ficam as pacientes com patologias ginecológicas, principalmente casos de sangramentos que necessitam de acompanhamento e cirurgias. O Bloco Orquídeas recebe as gestantes em trabalho de parto, enquanto o Bloco Girassóis atende gestantes de alto risco em observação.
Já no Bloco Rosas permanecem as pacientes em puerpério junto aos recém-nascidos até a alta hospitalar. O Bloco Azaleias concentra as internações pré e pós-cirúrgicas, além das UTIs Neonatal e Materna.
Além disso, o HMI conta com Banco de Leite Humano, Projeto Colo de Mãe, psicologia, serviço social, saúde indígena, cartório de registro, vacinação, testes neonatais e exames de alta complexidade.
Toda a estrutura da maternidade é pensada para fortalecer não apenas o atendimento clínico, mas também o acolhimento emocional e humanizado das mães e famílias atendidas pela unidade.
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