NOTÍCIAS

Justiça dá prazo de 24h para Estado agilizar TFD de gestante com bebê com síndrome rara e grave no coração


Foto: Arquivo/Redes Sociais

Bruna Batista, com 30 semanas de gestação, entrou na Justiça para obrigar o Estado a agilizar o processo do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para que consiga realizar a cesariana e fazer o tratamento do bebê que tem Hipoplasia do Coração Esquerdo.  

Conforme a mulher, no documento apresentado, o Juiz Erasmo Hallysson deferiu o pediu, assim como determinou o prazo de 24 horas para o Estado providenciar o pedido de ida para São Paulo. Do mesmo modo, estipulou pena de multa diária fixada em R$ 10 mil, por descumprimento.

Contudo, segundo Bruna, não entraram em contato com ela para informar a data da viagem, por conta disso, ela está muito preocupada pois o bebê não pode nascer em Roraima por falta de suporte e assistência médica, com relação a doença dele.

“No momento o Estado diz que está aguardando a resposta de e-mails enviados a hospitais de São Paulo. Mas não temos previsão [choro] Não sei mais o que dá para fazer. A burocracia está impedindo que a gente receba o tratamento que precisa”, contou emocionada.

Risco de parto prematuro

Em um vídeo postado nas redes sociais, Bruna relata o caso que enfrenta. A gestante tem sido acompanhada por uma médica que atua especificamente na medicina fetal. Segundo ela, o ducto venoso responsável por passar oxigênio para o bebê e está obstruído. Se continuar aumentando até as 32 semanas, terá que interromper a gestação.

Citada

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) disse que o TFD está autorizado e trata o caso com prioridade. Informou que a paciente possui referência para tratamento cardiológico no Hospital do Coração, em São Paulo. Entretanto, diante da possibilidade de antecipação do parto, também é necessária uma unidade com suporte obstétrico de alto risco e Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Contudo, a transferência de pacientes para outros Estados depende da disponibilidade e do aceite de uma unidade hospitalar de referência, conforme o fluxo de regulação do SUS.

Por fim, a Pasta afirmou que, desde o dia 10 de setembro, a Sesau mantém tratativas com as centrais de regulação e unidades de saúde de São Paulo para obtenção de uma vaga compatível com as necessidades da paciente, inclusive com solicitação urgente ao Hospital Amparo Materno.

Fonte: Da Redação