Exame será aplicado nos dias 6 e 7 de outubro em todas as unidades prisionais do Estado; número de participantes cresceu 4,83% em relação ao ano passado – Foto: Arquivo / SecomGOVSC
Nos dias 6 e 7 de outubro, todas as unidades prisionais de Santa Catarina estarão mobilizadas para a aplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) para pessoas privadas de liberdade. Neste ano, 13.342 pessoas participarão do exame no Estado, número 4,83% superior ao registrado em 2025, quando 12.727 pessoas realizaram a prova — um aumento de 615 participantes.
Na terça-feira, 6, serão aplicadas as provas destinadas à certificação dos anos finais do Ensino Fundamental. Já na quarta-feira, 7, será a vez das avaliações referentes ao Ensino Médio.
O ENCCEJA é uma das iniciativas que integram as ações de educação desenvolvidas no sistema prisional catarinense e representa uma oportunidade para que pessoas privadas de liberdade possam avançar na trajetória escolar e ampliar as possibilidades de continuidade dos estudos e qualificação profissional.
Para a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, a educação tem papel fundamental no processo de reintegração social.
“A educação é uma ferramenta de transformação e uma das principais formas de ampliar perspectivas para quem está no sistema prisional. O ENCCEJA representa uma oportunidade concreta de retomada dos estudos, de conquista de uma certificação e de construção de novos projetos de vida. Quando investimos em educação, também estamos investindo em reintegração social e em uma sociedade mais segura e com mais oportunidades”, destaca a secretária.
A realização do exame envolve uma operação conjunta entre as unidades prisionais e os profissionais responsáveis pela educação no sistema prisional, com organização dos espaços, logística e acompanhamento das pessoas inscritas.
Além da certificação, a participação no ENCCEJA pode contribuir para a continuidade da formação educacional e para o acesso a novas oportunidades. A conclusão da educação básica pode facilitar o ingresso em cursos de qualificação profissional, no ensino técnico e, conforme os requisitos, no ensino superior.
Educação e segurança caminham juntas
A Secretaria de Justiça e Reintegração Social trabalha para ampliar o acesso à educação como parte das estratégias de reintegração social. A oferta educacional no sistema prisional busca contribuir para o desenvolvimento de competências, a retomada da trajetória escolar e a preparação das pessoas privadas de liberdade para novos caminhos após o cumprimento da pena.
Com mais de 13 mil participantes, o ENCCEJA de 2026 reforça a dimensão dessa política em Santa Catarina e demonstra o interesse das pessoas privadas de liberdade em buscar novas oportunidades por meio da educação.


