Restaurar áreas é a base para que a agricultura familiar possa prosperar
Neste sábado, 9 de maio de 2026, a Femarh (Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e a Fundação Ajuri realizaram no município de Rorainópolis o lançamento público do projeto Safs (Sistemas Agroflorestais), com a formação de florestas plantadas.
A cerimônia ocorreu no auditório do campus da Universidade Estadual de Roraima e contou com a presença de autoridades como o deputado federal Albuquerque, representando o governador Soldado Sampaio, secretários estaduais, municipais e representantes de associações de produtores rurais e cooperativas.
O presidente da Femarh, Wagner Severo, explica que o planejamento tem como objetivo contribuir diretamente para a recuperação da biodiversidade e fortalecimento das políticas públicas ambientais, promovendo a recomposição da vegetação nativa, a melhoria da qualidade do solo e a proteção dos recursos hídricos.
“Essa ação visa promover a regeneração com vegetação nativa, espécies florestais, espécies agrícolas, para dar sustentabilidade ambiental a famílias que, mesmo produzindo em suas propriedades, vão agora ter a oportunidade de também receber esse projeto. Ao final do período, as associações e cooperativas vão gerenciar 10 viveiros florestais para promover essa regeneração e a ampliação do programa”, pontuou.
As seleções das famílias estão sendo feitas por técnicos capacitados, através de mapeamentos e diagnósticos com a análise socioeconômica e ambiental por propriedade. Os contemplados, além de todos os insumos necessários para lidar com as mudas de árvores, receberão capacitação modular com 60h de treinamento por turma e monitoramento de resultados com relatórios semestrais.
O diretor executivo da Fundação Ajuri, Ariosmar Mendes, detalha que o projeto vai garantir a restauração ambiental de 200 propriedades localizadas na região Sul do Estado de Roraima e no município do Cantá.
“O foco principal é a recuperação da biodiversidade amazônica e, concomitantemente, a geração de renda para os agricultores. A premissa do projeto é que a floresta preservada possui maior valor econômico, e que a gestão sustentável dos recursos florestais representa uma fonte vital de sustento para as comunidades locais”, afirmou.
Os Safs constituem uma alternativa sustentável de uso da terra, combinando culturas agrícolas, espécies florestais e/ou animais em uma mesma área de forma planejada e ecológica. Por meio dessa iniciativa, busca-se não apenas restaurar a funcionalidade ecológica dessas áreas, mas também proporcionar alternativas produtivas que garantam segurança alimentar, geração de renda e permanência das famílias no campo.
A vice-presidente da Associação de Mulheres Estrela do Sul, da vicinal 45, Laurinete Fontes, ressalta que para aquelas que já cultivam o gosto pela agricultura, por colocar as mãos na terra e acompanhar o crescimento das plantas, este projeto é um estímulo.
“Vislumbramos um futuro promissor, com melhorias para cada uma de nós. Como responsável pela condução de parte das mulheres da Chácara União, onde resido, vejo este projeto como um grande incentivo. A união faz a força, e sabemos que, juntas, podemos alcançar resultados ainda maiores. Acredito que este programa, cuidadosamente elaborado, tem um grande potencial de crescimento. Agradeço por esta iniciativa”, finalizou.
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